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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

PERIGO TERMOMETROS MERCURIO

Perigos do mercúrio dão baixa aos termómetros


A medição da temperatura do corpo humano com termómetros de mercúrio é um hábito que vai ter de ser abandonado por razões ambientais e de saúde pública, uma vez que são há muito conhecidas as características altamente tóxicas do mercúrio.
Se a legislação em vigor fosse cumprida, em Junho de 2000 os termómetros de mercúrio teriam deixado de existir nas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) - cerca de 90 hospitais e centros de saúde.

Mas só em Junho de 2001, Os ministérios do Ambiente e da Saúde proibiram o uso daqueles dispositivos médicos nas unidades do Serviço Nacional de Saúde.

Quanto aos termómetros de uso doméstico, deveriam ter sido lançadas campanhas para aconselhar o seu depósito em farmácias ou centros de saúde e para a compra de termómetros digitais, mas muitas farmácias continuaram a vender os vulgares termómetros de mercúrio.


A Suécia, Suíça, Dinamarca e Noruega proibiram há muitos anos a comercialização de termómetros de mercúrio. Em França, a venda foi proibida a partir de Março de 1999 e o prazo de interdição do uso nos estabelecimentos de saúde foi fixado no final do ano seguinte. De acordo com a revista «Teste Saúde», da Deco, os hospitais franceses utilizavam, por ano, cinco milhões de termómetros de mercúrio (o que equivale a dez toneladas desta substância).
Em 1999, Portugal transpôs para o direito interno uma directiva comunitária datada de 1984 que impõe aos estados-membros a criação de programas a desenvolver até final do ano que vem para evitar ou eliminar a poluição provocada por fontes de mercúrio, entre as quais os termómetros, resíduos de amálgamas dentárias, pilhas e acumuladores, e lâmpadas de descarga. Aliás, a Comissão Europeia recomendou aos dentistas, em 2006, que substituíssem as amálgamas dentárias com mercúrio, mais conhecidas por "chumbo", por outros produtos menos nocivos.

O programa específico para os termómetros de mercúrio, descrito na portaria de Agosto de 99, prevê acções de informação para profissionais da saúde e para a população e um estudo de viabilidade de uma campanha para troca dos termómetros. Mas, a portaria é uma orientação. Falta o desenvolvimento legislativo para uma proibição efectiva.

A legislação é omissa, por exemplo, sobre o destino a dar, aos aparelhos de medição da tensão arterial - nas indústrias eléctrica, de curtumes e química e na fabricação de especialidades farmacêuticas.
Segundo o Ministério do Ambiente, os instrumentos médicos que contêm mercúrio e que não constam da legislação, como os aparelhos de medição da tensão arterial, "não serão retirados, por serem caros e de longa durabilidade".


A quebra de instrumentos com mercúrio, frequente nos hospitais, e a sua conservação e eliminação inadequadas podem expor as pessoas à substância tóxica. O risco mais frequente deve-se à dispersão do mercúrio em caso de limpeza com aspirador e à inalação dos vapores.
Uma regra básica, segundo a «Teste Saúde», é a de que nunca se deve usar o aspirador para remover as esferas prateadas de mercúrio quando se parte um termómetro, porque vai permitir a evaporação; em vez disso, deve deitar-se o mercúrio nos contentores de pilhas dos ecopontos.
No que respeita ao ambiente, o aspecto mais negativo é a contaminação das águas. Este efeito foi tragicamente descoberto, em 1956, com o primeiro caso da chamada doença de Minamata (nome de uma cidade do Japão e da sua baía), devido ao consumo humano de peixe contaminado por um composto de mercúrio.


Digitais, mais fiáveis

Em Janeiro de 2000, o Instituto do Consumidor publicou um ensaio comparativo dos termómetros clínicos existentes no mercado, chegando à conclusão de que os termómetros digitais são, de um modo geral, mais precisos na medição da temperatura e mais resistentes a quedas.

Agradecimentos CPIRES

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